Adrenalina

POSTADO POR : Nanytur

19 de Novembro

Uma aventura pela Nova Zelândia, terra de hobbits e esportes radicais

Cenário de filmes como 'O senhor dos anéis', país faz de cânions, rios e montanhas locações para aventuras de tirar o folêgo

A cratera do Monte Eden com a vista para Auckland, na Nova Zelândia

AUCKLAND - Chove torrencialmente na floresta tropical de Rotorua, na Nova Zelândia, o que dá um certo clima épico e, ao mesmo tempo, intimidador ao Canopy Tours, um circuito de tirolesas entre árvores, percorrido por cabos de aço, em distâncias que chegam a incríveis 220 metros de distância. No topo de uma delas, pendurado num estreito “poleiro” a 35 metros do chão, a visão é fascinante e assustadora, especialmente para quem não é muito chegado a alturas.

Num país de natureza exuberante, marcado por programas de aventuras extremas como esse, é bom estar pronto para tudo: ser jogado do topo de um morro dentro de uma gigantesca bola de plástico, pular de uma ponte a 43 metros de altura, percorrer um cânion em uma lancha em alta velocidade, remar num caiaque num rio de águas rasas e traiçoeiras e, claro, brincar de pássaro (ou Tarzan) “voando” entre as árvores.

Cenário dos filmes “O senhor dos anéis” e “O hobbit”, a Nova Zelândia, a Terra Média, é um país de paisagens espetaculares e espírito jovem, um emergente destino turístico onde a palavra de ordem é uma só: ação.
 

Mount Taranaki

Vulcão, barcos e almoço nas alturas

Bater perna em Auckland, entrada principal da Terra Média, tem seus altos e baixos. Maior concentração urbana da Nova Zelândia, com pouco mais de um milhão de habitanes, a cidade tem uma topografia particular, o que a torna repleta de ladeiras. Isso ocorre porque está cercada de vulcões: são 48 espalhados pela região, todos, claro, dormindo o sono dos justos há tempos.

O Monte Eden, localizado a apenas quatro quilômetros do centro da cidade, é um deles. Um visita à cratera do local (os pés informam: a subida de carro é mais confortável) oferece uma belíssima vista panorâmica da “donzela com uma centena de pretendentes”, como Auckland é conhecida na língua maori — a cultura nativa do país — já que era um destino cobiçado por diversas tribos.

Nesse sobe e desce, áreas como Wynyard Quarter, em processo de reformas; Britomart, com suas lojas de grife, e Queen Street, centro comercial da cidade, oferecem opções de compras das mais diversas, além de vários restaurantes e bares. Curiosamente, a maioria das lojas fecha suas portas às 18h. Há quem diga que isso é um reflexo da personalidade relaxada dos kiwis — forma simpática de se referir aos habitantes da Nova Zelândia — que seriam capazes de trocar o lucro das horas extras do comércio pelos momentos de lazer com a família, em casa ou ao ar livre.
 

Auckland - Cidade das Velas

Opções para isso não faltam. Com dois portos (Waitemata e Manaku), Auckland é conhecida como “cidade das velas”. Diz-se que o local tem o maior número de barcos per capita do mundo. A baía parece sempre repleta de velejadores, em embarcações de diversos tamanhos. A paixão local pelo iatismo é tão grande que a cidade parou quando a Nova Zelândia ganhou a America’s Cup, maior competição do esporte, em 2000.

Um bom programa, nesse clima, é a America’s Cup Sailing Experience que, como indica o nome, permite que gente como a gente experimente a sensação de participar do evento, a bordo de um veleiro. Assim como são as águas da baía de Waitemata, onde ele acontece.

Mas a experiência (que dura cerca de duas horas) é boa, principalmente se acontecer num dia de sol. No convés da embarcação, é possível escolher entre o modo passivo, que apenas assiste à evolução da equipe, ou o modo participativo, que permite que se junte aos “marinheiros”, girando as manivelas que fazem içar as velas.
 

Sky Tower

A fome com a vontade de ser radical pode ser combinada na Sky Tower, ponto mais alto da cidade (328 metros de altura). A torre, que permite uma visão de 360° da região, tem um dos seus restaurantes mais badalados. Comandado pelo chef Peter Gordon, uma estrela local, o Sugar Club, localizado no 53º andar da torre, tem decoração inspirada no filme italiano “Io sono l’amore” (de 2009, com Tilda Swinton) e cozinha fusion, servida em pequenas e deliciosas porções (como o peito de pato apimentado ou os mexilhões com curry e tofu).

E para despertar o apetite ou fazer a digestão, nada melhor do que um “base-jump”, do lado de fora do restaurante, ou, para os menos radicais, a “SkyWalk”, caminhada ao redor da torre, ambas atrações a meros 192 metros de altura. Na Nova Zelândia, até as refeições mais finas são em ritmo de aventura.
 

Horário de Funcionamento

Horário de Funcionamento: 2ª a 6ª - das 9h às 18h | Sábados - das 9h às 12h